Te convido ao mundo dos puzzles com Call of The Elder Gods

Antes de falar sobre o jogo em si, é importante contextualizar o que Call of the Elder Gods representa.

O jogo é a continuação direta de Call of the Sea, título desenvolvido pelo estúdio espanhol Out of the Blue Games, conhecido por criar experiências focadas em narrativa, mistério e puzzles altamente imersivos.

O primeiro jogo surpreendeu bastante a indústria indie quando foi lançado em 2020, recebendo elogios por sua direção de arte, narrativa emocional, puzzles inteligentes e sua ambientação inspirada em H.P. Lovecraft.

Além disso, Call of the Sea recebeu diversas indicações e reconhecimentos, incluindo:
🏆 indicação ao BAFTA Games Awards
🏆 destaque em premiações independentes de narrativa e direção de arte
🏆 forte recepção crítica no circuito indie e no Xbox Game Pass

A proposta do estúdio sempre foi clara: criar jogos de puzzle acessíveis, contemplativos e focados em narrativa emocional ao invés de ação frenética. E isso continua em Call of the Elder Gods.

O jogo chega globalmente neste hoje, 12 de maio de 2026 para praticamente todas as plataformas modernas, incluindo Nintendo Switch, PlayStation 5, Xbox Series e PC.

Expandir sem exigir

O desenvolvimento também chamou atenção por expandir o universo do primeiro jogo sem exigir necessariamente que o jogador tenha zerado Call of the Sea. Em entrevistas, os desenvolvedores comentaram que queriam criar uma experiência “acolhedora para novos jogadores”, ao mesmo tempo em que aprofundavam elementos narrativos ligados ao personagem Harry.

Outro ponto importante é a forte inspiração em The Shadow Out of Time, de H. P. Lovecraft, trazendo temas como sanidade, luto, memória, legado familiar e conhecimento proibido, mas sempre equilibrando esse clima pesado com puzzles satisfatórios e uma experiência mais contemplativa do que assustadora.

E agora sim:

Eu sou um fã ferrenho de jogos de puzzle

Você terminar um jogo desse estilo e se sentir mais inteligente é uma das melhores sensações que o vídeo game pode trazer.

Eu não joguei Call of the Sea (ainda), mas mesmo assim não senti falta, pois a história foi super bem conduzida e introduzida para novos jogadores da série. Mas ainda assim pesquisei, e a continuação está ligada ao personagem Harry, que também estava no primeiro jogo.

Call of the Elder Gods é um jogo puzzle, no estilo escape room, com narrativa cativante. A gameplay é super simplificada — você literalmente só usa dois botões, além do analógico — e é convidativa a qualquer um que goste de um bom quebra-cabeças.

Sobre a história

A história é baseada em The Shadow Out of Time, de H.P. Lovecraft, trazendo nuances sobre luto, família e sanidade. No jogo, esse clima pesado é diluído em uma experiência satisfatória de estar sempre pensando em uma solução para entrar em alguma sala secreta ou buscar pistas para chegar a um código de algum cofre.

O equilíbrio entre história e quebra-cabeças está presente o tempo inteiro, pois você se sente obrigado — e motivado — a chegar nas soluções para descobrir mais sobre a trama.

No início, controlamos uma personagem feminina, que aos poucos vai entrando na história de Harry, parte do jogo anterior. A relação entre os dois é crucial no desenvolvimento da narrativa, e isso é muito bem feito.

A arte do jogo segue os traços do primeiro título, utilizando cutscenes no estilo livro ilustrado. As dublagens são muito bem feitas e o jogo estava inteiramente em português.

Na gameplay há um diferencial importante: o caderno de anotações

Ele é explicado de maneira sutil dentro da história, mas não darei spoiler; você vai precisar jogar para entender o contexto.

Esse caderno funciona como um excelente guia e traz muita qualidade de vida para todos os tipos de jogadores. Toda pista encontrada é registrada ali, facilitando bastante a organização mental dos desafios.

E aqui entra algo muito inteligente dos desenvolvedores: se você é um try-hard dos puzzles, o jogo oferece a opção de desativar o caderno, tornando a experiência significativamente mais desafiadora.

Meu Nintendo Switch 2 marcou por volta de 10 horas para finalizar o jogo. Mas fiquei preso em alguns puzzles bem difíceis. Portanto, acredito que seja possível zerar em menos tempo.

Call of The Elder Gods é um excelente jogo para apresentar videogames a alguém que normalmente não joga. E como será lançado em todas as plataformas, eu realmente falo de qualquer pessoa.

Se você nunca se aventurou nesse estilo de jogo, tente com Call of the Elder Gods. Você joga com muita satisfação, sem necessidade de habilidade nos controles — apenas um bom raciocínio.

Acessibilidade em Call of the Elder Gods

Aqui o jogo merece elogios.

A proposta da Out of the Blue Games claramente foi criar uma experiência acessível tanto para veteranos quanto para novos jogadores.Na prática funciona assim: a gameplay tem controles extremamente simplificados, pouquíssima exigência motora, ritmo totalmente contemplativo e ausência de pressão de tempo na maior parte da experiência.

Em relação à assistência para puzzles, ele oferece o sistema opcional de caderno de anotações, registro automático de pistas importantes e organização clara de informações. E o melhor: Você pode desativar o sistema de ajuda caso queira uma experiência mais hardcore.

Interface, leitura e áudio

Neste quesito, os desenvolvedores se dedicaram a trazer a melhor experiência possível com:

  • Legendas completas em português
  • Interface limpa e intuitiva
  • Boa legibilidade visual
  • Dublagem completa
  • Mixagem limpa e confortável

Nota: 4/5 chapéus

E comenta aqui embaixo… Qual foi o jogo que já fez VOCÊ se sentir mais inteligente depois de zerar?
Aproveita pra ir lá no YouTube assistir e comentar também no nosso vídeo de Call of the Elder Gods!!

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