Apopia – Um Conto Disfarçado: um jogo indie fofo… até você perceber que ele não é tão fofo assim

Quando vi pela primeira vez, Apopia: Um Conto Disfarçado parecia aquele tipo de jogo indie fofinho, cheio de cores vibrantes, personagens simpáticos e clima de desenho animado. Mas bastaram alguns minutos jogando para perceber que o título esconde algo bem mais profundo por trás da estética encantadora.

E é exatamente isso que faz Apopia ser tão interessante. Ele começa como uma aventura leve, quase infantil, e aos poucos vai revelando uma história estranha, simbólica e até um pouco perturbadora, eu diria.

Sim, é um daqueles jogos que te pegam desprevenido (não mais já que você está aqui lendo o review, né?!).

Imagem: Reprodução Apopia

A história de Apopia: um conto estranho sobre identidade

A trama te apresenta Mai, uma garota acorda em um mundo chamado Iogurte depois de um incidente misterioso na neve.

Sim, o lugar realmente se chama Iogurte.

E esse já é o primeiro sinal de que Apopia não é um jogo comum.

Nesse mundo estranho, existe um grande portão que ninguém consegue atravessar e uma figura autoritária conhecida como CHEFE, que parece controlar tudo e (quase) todos.

Ao longo da jornada onde ela tenta descobrir uma forma de voltar para casa, Mai encontra personagens curiosos e constrói amizades bastante improváveis.

A história, que por si só já parece meio maluca, começa a ficar mais intrigante quando entram em cena duas figuras misteriosas: a Mãe Azul e a Mãe Vermelha. E é nesse momento que o jogo deixa claro que existe algo muito maior acontecendo por trás dessa aventura aparentemente inocente.

Imagem: Reprodução Apopia

A gameplay: puzzles, minigames e exploração

No quesito gameplay, Apopia: Um Conto Disfarçado mistura vários elementos clássicos de jogos de aventura com puzzle.

Durante o jogo você explora cenários desenhados à mão, conversa com personagens, resolve puzzles, coleta itens e participa de mini games diferentes, alguns inclusive envolvendo música e ritmo. Essa variedade ajuda bastante a manter o ritmo do jogo.

Em alguns momentos, no entanto, senti que as instruções eram vagas demais e acabavam me fazendo passar mais tempo do que deveria para realizar tarefas simples.

A mecânica mais interessante talvez seja uma habilidade chamada Truque da Mai. Com ela, a protagonista consegue literalmente entrar na mente de outros personagens. Isso cria pequenas “dimensões mentais” onde você resolve puzzles enquanto descobre segredos e emoções dos outros seres.

É uma ideia simples, mas diria que funciona muito bem tanto para gameplay quanto para narrativa.

Imagem: ON Pop Life

Um dos estilos visuais mais charmosos dos jogos indie recentes

Se tem algo que chama atenção logo de cara em Apopia, é o visual. O jogo tem um estilo artístico desenhado à mão, com personagens expressivos e cenários que lembram bastante desenhos animados dos anos 90 e 2000.

É aquele tipo de estética que é gostoso de parar alguns segundos só para observar os detalhes.

E existe um ponto muito interessante aqui: quanto mais colorido e fofo o jogo parece… mais estranha a história vai ficando. Esse contraste entre visual leve e narrativa emocional é uma das coisas que dão personalidade ao jogo.

Infelizmente, não sei se por ter recebido antecipadamente o jogo, em alguns momentos acontecia uma espécie de “bug visual” onde os personagens ficavam totalmente brancos, o que dificultava ou até impossibilitava de vê-los em meio ao cenário.

Imagem: IGN

O que Apopia faz muito bem X o que poderia ser melhor

O jogo ganha muitos pontos ao apresentar uma história cheia de simbolismo, seu visual desenhado à mão que é extremamente charmoso, personagens memoráveis e um clima misterioso que cresce ao longo da aventura.

Por outro lado, em alguns momentos o jogo desacelera um pouco por conta de diálogos mais longos, e várias vezes senti que a trilha sonora parecia repetitiva. Nada que estrague a experiência, mas são pontos que poderiam ser mais bem trabalhados.

Vale a pena jogar Apopia?

Se você gosta de jogos indie com história marcante, puzzles e uma estética artística diferenciada, Apopia: Um Conto Disfarçado vale muito a pena.

Ele começa como um conto infantil curioso, mas termina deixando várias reflexões no ar.

Um ponto importante de se pontuar aqui é que, apesar do título, o jogo respeita a sua classificação indicativa, que é de 10 anos. Logo, a premissa tenebrosa não é tão assustadora assim para quem já passou dessa idade.

Nota: 4/5 chapéus

Ficou com vontade de jogar? O jogo já está disponível para PC e console e vale muito à pena!!!

Gostou? Compartilhe com os amigos:

...Navegue pelas Tags...

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

...Assista Também...

13 Videos